Insuficiências valvares

As válvulas cardíacas são estruturas que atuam como “portas reguladoras” dentro do coração. Elas se abrem para permitir a passagem do sangue na direção correta e se fecham para impedir o refluxo. Com isso, asseguram que o coração trabalhe de forma eficiente, impulsionando o sangue oxigenado para todo o organismo

As insuficiências valvares acontecem quando uma ou mais válvulas do coração não fecham adequadamente, permitindo que o sangue retorne no sentido contrário ao fluxo normal. Isso faz com que o coração fique sobrecarregado e, ao longo do tempo, evolui com sintomas como falta de ar, cansaço, inchaço, tontura, desmaio e dor no peito.

Sou médica formada em Clínica Médica e Cardiologia, com especialização pelo Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde pude aprofundar meus estudos e minha prática no cuidado de pacientes com doenças valvares.

Dentre as insuficiências mais comuns, temos:

  • Insuficiência Aórtica: quando a válvula aórtica não se fecha completamente, permitindo o refluxo do sangue para dentro do ventrículo esquerdo.
  • Insuficiência Mitral: ocorre quando a válvula mitral não fecha totalmente, causando o retorno do sangue para o átrio esquerdo.
  • Insuficiência Tricúspide: quando a válvula tricúspide falha em fechar totalmente, permitindo o refluxo do sangue para o átrio direito.

As causas mais frequentes incluem:

  • Doença reumática: pode ocorrer como complicação da febre reumática, que surge após infecção de garganta por uma bactéria específica (estreptococo). Nesses casos, a inflamação leva a uma cicatrização das válvulas com algum grau de deformação, dificultando seu fechamento adequado e permitindo e refluxo de sangue.
  • Degenerativa: Com o envelhecimento, acontece o desgaste natural das válvulas, com acúmulo de cálcio ao longo dos anos. Isso pode tornar as válvulas rígidas, impedindo que elas se fechem corretamente.
  • Congênita: Algumas malformações presentes desde o nascimento, como a válvula aórtica bicúspide ou o prolapso da válvula mitral, podem fazer com que a válvula não se feche adequadamente. Essas alterações estruturais predispõem à insuficiência da válvula ao longo do tempo.
  • Endocardite infecciosa: a infecção das válvulas cardíacas pode destruí-las ou perfurá-las, comprometendo o mecanismo de impedir que o sangue retorne, levando ao refluxo.
  • Insuficiência funcional: nessa situação, a válvula em si está estruturalmente normal, mas a dilatação das câmaras cardíacas, como o ventrículo ou átrio, impede que ela se feche corretamente. Um exemplo comum é a insuficiência mitral que surge secundariamente à insuficiência cardíaca (“coração inchado”) ou a insuficiência aórtica devido ao aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta).

Os sintomas podem variar de acordo com o grau da insuficiência e podem incluir:

  • Falta de ar;
  • Cansaço fácil;
  • Palpitações;
  • Inchaço nas pernas;
  • Tontura ou desmaios;
  • Dor no peito.

Muitas vezes, os sintomas de insuficiência valvar podem se confundir com outras doenças e passarem desapercebidos, por isso o acompanhamento cardiológico regular é essencial para o diagnóstico e tratamento, no momento correto.

O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica detalhada, escuta atenta dos sintomas, exame físico minucioso e exames complementares, como o ecocardiograma, que mostra em detalhes das válvulas e o seu funcionamento.

O tratamento depende de qual válvula está acometida e do grau da insuficiência. Pode incluir:

  • Medicamentos: para aliviar sintomas;
  • Cirurgia convencional: para reparo ou substituição da válvula afetada;
  • Reparo borda a borda: técnica minimamente invasiva que aproxima as bordas da válvula, através de um “clipe”, reduzindo o refluxo (muito utilizado em insuficiência mitral);
  • Valve-in-Valve: quando é necessário implantar uma nova válvula, minimamente invasiva, via cateter, dentro de uma prótese valvar que já não funciona bem;
  • TricValve: tratamento minimamente invasivo, realizado por cateter, que implanta válvulas nas veias do coração para aliviar os sintomas da insuficiência da válvula tricúspide.

Acompanhamento regular, diagnóstico preciso e tratamento corretamente indicado fazem toda a diferença na qualidade de vida.

Conte comigo para um cuidado individualizado, seguro e acolhedor.

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Avaliações cardiológicas ajudam a prevenir doenças silenciosas. Dra. Lynnie oferece acompanhamento completo, com escuta atenta e cuidado personalizado para garantir sua saúde cardiovascular e bem-estar ao longo dos anos.

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Dra. Lynnie Arouca Bassoli

Dra Lynnie Arouca é médica cardiologista, com especialização em Valvopatias, pelo InCor/ HCFMUSP. Atua com excelência técnica, acolhimento e escuta atenta, oferecendo uma abordagem segura e personalizada para cada paciente.
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